Monsenhor Oriel Antônio Fernandes, o nosso querido “Padre Orié”, nasceu no sítio Quixaba, na vila de Belém, hoje cidade de Uiraúna, no dia 18 de novembro de 1911. Filho de Marcelino Josa Vieira (Major Salô) e Maria Emetina Fernandes das Chagas. Eram seus irmãos, José Marcelino Vieira (Zé de Salô), Ana Socorro Fernandes (Orcina), Maria Inês Fernandes e Francisca Emetina Vieira. Quando seminarista, saía de Uiraúna a cavalo para apanhar o trem da Rede Ferroviária Federal, em São João do Rio do Peixe, com destino à cidade de Itabaiana e, posteriormente, tomar outra locomotiva com destino João Pessoa. Ordenou-se no dia 20 de novembro de 1938, sendo oficiante Dom Moisés Coelho, Arcebispo da Arquidiocese da Paraíba. Celebrou a primeira missa solene em sua terra natal, no dia 8 de dezembro do mesmo ano. Servidor e acolhedor dos pobres, particularmente dos agricultores, com quem nutria profunda identidade afetiva, era devoto de Nossa Senhora do Carmo, sendo inclusive, membro da Ordem Terceira do Carmo.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Centenário de Mons. Oriel Antônio Fernandes
Monsenhor Oriel Antônio Fernandes, o nosso querido “Padre Orié”, nasceu no sítio Quixaba, na vila de Belém, hoje cidade de Uiraúna, no dia 18 de novembro de 1911. Filho de Marcelino Josa Vieira (Major Salô) e Maria Emetina Fernandes das Chagas. Eram seus irmãos, José Marcelino Vieira (Zé de Salô), Ana Socorro Fernandes (Orcina), Maria Inês Fernandes e Francisca Emetina Vieira. Quando seminarista, saía de Uiraúna a cavalo para apanhar o trem da Rede Ferroviária Federal, em São João do Rio do Peixe, com destino à cidade de Itabaiana e, posteriormente, tomar outra locomotiva com destino João Pessoa. Ordenou-se no dia 20 de novembro de 1938, sendo oficiante Dom Moisés Coelho, Arcebispo da Arquidiocese da Paraíba. Celebrou a primeira missa solene em sua terra natal, no dia 8 de dezembro do mesmo ano. Servidor e acolhedor dos pobres, particularmente dos agricultores, com quem nutria profunda identidade afetiva, era devoto de Nossa Senhora do Carmo, sendo inclusive, membro da Ordem Terceira do Carmo.
sábado, 1 de outubro de 2011
Síntese do filme: COM MÉRITO

Qual o significado de ter um diploma? Significa ter um título que dá direito a um cargo, dignidade e privilégios. Porém, isso não garante que o diplomado seja competente. Em geral, o diplomado possui conhecimento teórico, e muitas vezes não prático.
O filme Com Mérito é um filme comovente que tem a sua ‘lição de moral’, mas esta não atrapalha o enredo do filme. Tem um roteiro envolvente, diálogos interessantes e bons atores. Mesmo sendo uma comédia dramática, o filme não é monótono, ou seja, não é um filme cansativo. A trama, conta a história do personagem Monty Kessler (Brendan Fraser), que é um estudante de direito "CDF" da Universidade de Harvard que esta prestes a se formar. É previsível que ele se detenha somente nos livros e na teoria de seu estudo e não vá à prática. Após perder todo seu trabalho de conclusão de curso em seu computador, pois o mesmo tinha quebrado, Monty fica apenas com uma única cópia do seu manuscrito impresso do seu trabalho de graduação. O medo de perdê-la o faz correr para tirar cópias do trabalho, mas, no caminho, tropeça e o envelope na qual continha a cópia ele deixa cair na janela do porão de um prédio que fazia parte da biblioteca.
Monty vai ao porão do prédio e descobre que sua monografia havia sido encontrada por Simon Wilder (Joe Pesci), um mendigo de Harvard, que ali se abrigava, e que ele estava usando os papéis de sua monografia para manter uma fogueira acesa. Quando Simon vê que Monty faria qualquer coisa para ter seu trabalho de volta, ele lhe faz uma proposta chantagiosa: para cada coisa que o rapaz lhe desse - comida, coberta, livros, etc, o andarilho lhe daria em troca uma folha do trabalho. Em meio a esta convivência forçada, começa uma grande amizade.
É interessante como o enredo do filme retrata a busca dos estudantes, por meio de suas teses, pelo diploma com mérito. Isso garantiria um emprego imediato. Monty estudava "assuntos governamentais" e é o que mais sofre em relação aos seus companheiros de república, no que diz respeito às alterações realizadas pelo conselheiro (o nosso tão conhecido orientador) em sua tese, com isso, consegue perceber que, na prática, as teorias nem sempre se aplicam.
Em uma passagem do filme, quando Simon assistia a uma aula com Monty, um conselheiro (professor palestrante), muito arrogante, desafia o mendigo dizendo que a Constituição norte-americana tinha sido mal feita. Simon contra-argumenta dando um show de conceitos e mostrando todos seus conhecimentos sobre a Constituição dos Estados Unidos. O que ficou subentendido é que só porque parecia um "mendigo" não significava que era ignorante como todos julgavam, mas sim, tinha com ele na sua bagagem de vida uma experiência de mundo.
O relacionamento se tornou real e verdadeiro porque ambos ensinaram lições de vida um para o outro. Monty ensinou que nem tudo é feito apenas por interesse e Simon ensinou que nem tudo é o que aparenta ser. O mendigo que estava doente temia morre logo e começa a rever os erros de sua vida, e nisso, se envolve não só mente com Monty mais com os estudantes da república de Harvard onde sua relação com deles foi de fundamental importância, pois mudou a vida de cada um e Simon apesar de não ser culto, foi capaz de ensinar algumas coisas sobre a vida para eles ao apresentar e apontar pequenos fatos de suas vidas que passavam despercebidos antes.
A principal lição que Monty aprendeu foi de que seu diploma não valeria nada se apenas conjeturasse algo teórico que na prática poderia não funcionar. Sua tese foi reescrita baseada em sua experiência real e prática que teve nesse período de convivência com Simon e seus amigos da república.
O objetivo final de um curso é obter o diploma e usá-lo como ponto de referência do seu conhecimento. Monty aprendeu que apesar de não ter sido aprovado com mérito escolar, porque este dependia do prazo de entrega, formou-se com o verdadeiro mérito de ter experimentado as diferenças sociais que existia despercebido em sua vida. Já tinha assistido a esse filme quando o professor Wilson passou em sala de aula e assistiria novamente se fosse preciso, pois ele nos dá uma lição muito boa de vida acadêmica.
att,
Neusiana Vieira
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